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​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​Natal a Grenada (mar do Caribe)

Natal foi o nosso único porto de parada no Brasil. Alias, sempre foi assim em todas as viagens. Caso descobrisse neste primeiro trecho que algo não funciona bem, porque o Fraternidade passou um bom tempo parado, descansando no Porto de Salvador enquanto eu trabalhava, ainda daria  para chamar os mesmos mecânicos que participaram de sua construção para fazer os ajustes finais. Em Natal, felizmente só apareceu o reparo da vela para fazer. Tive que levar a vela em João Pessoa, de carro alugado, para fazer os reparos.
Depois de passar no supermercado para abastecer de alimentos e completar a água, foi a vez de ir à Policia Federal com os passaportes e fazer a saída do país. Passamos mais uma noite em Natal como clandestinos e saímos na manhã do dia 17 de dezembro de 2016, um sábado, com destino a Grenada, um trecho de 2100 milhas sem previsão de parada.
Este trecho é bem diferente do primeiro, onde tivemos ventos contra do inicio ao fim. O vento contra, desta vez, seria só por um dia até contornar o Cabo Calcanhar. Depois o rumo passaria para NW e os ventos alísios de leste a nordeste seriam sempre favoráveis.
O Rio Grande do Norte tinha ficado para traz, depois o Ceará, o Piauí, o Maranhão, Belém do Para e finalmente navegando defronte o Amazonas, onde o calor era insuportável, mas felizmente chovia a toda hora. Quando a chuva caia, de dia ou de noite, a gente saía correndo para tomar banho de chuva, tirar o suor acumulado e o sal dos banhos quase diários de água salgada. As três meninas, menos acostumadas com a rotina de bordo, tomavam banho de agua salgada de balde, na popa do barco, e se enxugavam logo em seguida para ficarem quase sem sal no corpo. Eu recomendava que sempre tomassem banho juntas e cuidassem de não caírem na água.
A rotina era regular as velas, se revezar nos turnos, filmar e fotografas as baleias e os golfinhos, soltar o drone para, segundo Alana, eternizar aquele momento. Ler, comer e dormir além de calcular as milhas que faltavam até Grenada. Estávamos sempre, de 200 a 250 milhas,  da costa para fugir das rotas dos navios, que são sempre motivo de preocupação. Quando eles aparecem, é um tal de avaliar se estamos ou não em rumo de colisão.
Quando estávamos a quatro dias de Grenada, descobrimos que chegaríamos no  meio do Réveillon, e ficaríamos presos a bordo, sem poder saltar até as autoridades curarem a ressaca. Então ligamos os dois motores para ajudar as velas e chegamos um pouco antes do por do sol do dia 30 de dezembro de 2016. Fizemos os papeis no dia 31 pela manhã, e a turma matou a saudade de terra na festa de fim de ano do restaurante da Port Louis Marina, onde conheceram a maneira exótica de dançar. A mulher na frente e o homem atrás. Provavelmente a dança do acasalamento.
Desta vez foi a bomba hidráulica do piloto automático que apresentou vazamento, ameaçando-nos a ter que timonear como nas épocas áureas da vela, só que os homens de hoje já não são os mesmos. Hoje sua musculatura se resume a apertar as teclas do computador. Seria um problema. Felizmente deu para chegar.
O equipamento era francês, por isso liguei a Paris e indicaram o Sr. Herve para fazer o reparo. Mas, na pequena ilha de Grenada, não encontramos as mangueiras nem os retentores.  Fizemos o possível, pois tínhamos apenas algumas mangueiras de reserva. O restante ficou como estava e vamos comprar mais óleo hidráulico para ir completando pelo caminho a medida que for vazando, e o reparo definitivo será feito lá na frente. A turma já conheceu Grenada, suas frutas, seu povo e demos uma volta pela ilha, tomamos banho em suas cachoeiras. Fizemos alguns jantares a bordo com novos amigos e estamos nos preparando para seguir viagem. O plano é ir ao Panamá, em busca do Oceano Pacífico.

2 falaram sobre “​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​​Natal a Grenada (mar do Caribe)”

  1. Fantástica a viagem no Fraternidade! Estou ansioso para ver novas fotos! Deus acompanhe vcs!

    • Velejar é fantástico mas como se comunicam com nativos que não falam a língua deles…Registram também alguns costumes estranhos dos habitantes das ilhas

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